Um post de teste

Monday, March 16, 2015

ALO

TEste

Wednesday, October 29, 2008

TESTE

Casório

Monday, August 25, 2008

Primeiro foi a aderência ao final específico dos contos de fadas. Depois, a simpatia indiscutível pelo gênero comédia-romântica. E, finalmente, quando me vi chorando de emoção ao ouvir Kenny G nos bancos duro da Igreja, veio a constatação: eu tenho a síndrome do casamento. Você, amante da independência feminina, da vingança do batom e da sede de vitória, pode até não entender meu fraquejamento perante o matrimônio. Mas basta lembrar da sua Barbie noiva ou de um final de filme romântico para que um sorrisinho sonhador te denuncie. E jogue o primeiro buquê quem disser que não!

A associação é instantânea: filme romântico bom é aquele que acaba em casório. Logo, uma história de amor que se preze, deve ter um "sim" de branco no contexto. O que te faz entender, por consequência, que felicidade é item de série no novo modelo de véu e grinalda. Isso tudo pode ser lindo para os produtores de novelas, filmes e cerimonais, que ficam milionários a cada chuva de arroz. Mas não pra nós, donzelas mortais que sonham em pertencer a esta fábula e acabam ouvindo numa tarde qualquer: "E aí amor, vamo morá junto?"

Aí não dá, né. Cadê a meia fina, o champanhe, a banda tocando Moon River? Cadê a dura escolha dos docinhos, as fotos no estúdio, o padre benzendo? Há quem diga que está na moda (na moda do bolso) ir morar junto direto e gastar essa grana toda com aluguel. Pois eu pergunto a vocês onde está o glamour numa frase dessas. Onde está o amor e o beijo no pôr-do-sol? Se até a Tieta do Agreste teve seu momento de enlace, eu, pobre influenciada dos Irmãos Grimm, também tenho direito a um papel passado. Já mandem preparar o bolo.

Obviamente, essa minha mania de enxoval já estremeceu alguns moços da minha vida. E deixa o atual levemente pálido. Poxa, eu até tento ser modernosa e botar o pé no chão. Mas chega certo ponto em que o amor é grande e merece ser celebrado na paróquia. Eu sei que sou nova e que tem chão pela frente. Mas há algo tão errado em querer que esse chão acabe num altar?

Tem gente que diz que não dura, gente que diz que é arriscado. Mas cá pra nós, eu acho que num mundo tão inconstante, embarcar num casório exige muito mais do que ser brega: exige coragem e muito amor. E se é isso o que precisa, tô dentro! Mas só entro se for levada no colo.

360

Wednesday, August 20, 2008






"O mundo gira".

Poucas frases me fazem tão bem quanto essa. Claro, é indiscutível a obviedade e gigantismo do movimento de rotação do planeta. Mas impressionante mesmo é o que ele é capaz de fazer pela sua vida. Não é só uma simples metáfora, é fato: tudo, com o tempo, muda de lugar. A luz muda de intensidade, o topo vira fundo, a importância muda de foco. É absurdo pensar em estabilidade quando nem o próprio chão em que você pisa é imutável. E eu gosto muito disso, dessa inconstância da vida. Por mais que ela tire de você qualquer senso de segurança permanente, é ela quem te presenteia com a possibilidade de uma volta por cima. Em outras palavras: se o que é bom dura pouco, o que é ruim também não permanece.

Conforto para os insatisfeitos, ameaça para os acomodados. E eu fico com a primeira opção. Porque só quem está no meio do furacão pra saber o quanto é importante que um dia venha depois do outro. Eu fecho os olhos, intimido o calendário, engulo o choro. Proclamo o tempo como o meu melhor amigo - quase sempre, é ele quem tem a cura e as respostas para essas dores difíceis de categorizar. Eu olho para fotos, eu massageio meus pés, eu me sinto miúda. Mas o mundo gira, Milena, ele gira.

E aí eu penso que o coração, como músculo que é, também pode se fortalecer depois de tantos exercícios de "mundo girando". Porque posso ser a pessoa mais sedentária que conheço, mas no meu peito mora um atleta. E mesmo com tantas medalhas conquistadas, hoje ele só tem a mesma sensação de fracasso, de perda, de alguém que poderia ir mais longe. Eu mesma poderia ir mais longe. Mas quando acredito que já me conheço bem, vem alguma parte de mim se apresentar e dizer que tudo mudou de novo. O mundo girou de novo. E independente de qualquer escolha, ele me levou junto.

E eu fui. Porque pra dar uma volta por cima, em algum momento você precisa estar por baixo. Foi assim quando me mudei de São Paulo para Floripa; quando achei que não ficaria bem sem alguém; quando o vazio parecia imenso - e quando vi tudo sendo preenchido por novas certezas. É sempre assim: ele gira, mas o eixo não muda. É dessa elasticidade dolorida e paciente que a minha tranquilidade depende hoje, pra que tudo volte pro lugar - aonde quer que este lugar esteja.

Sabendo disso, eu nem tenho mais medo. Nem tenho vergonha. Só respostas prontas.
Pro ex namorado que te fez mal e agora te quer de volta: o mundo gira. Pra alguém que te prejudicou e agora te vê no alto: o mundo gira. Pro antigo vício: o mundo gira. Pra mim: girei com ele.

Sobre pedras e passarinhos

Friday, October 19, 2007

Se você disser para um passarinho que ele nasceu para voar, provavelmente ele não ficará supreso.Com a delicadeza e polidez que só os passarinhos possuem, responderá que há anos já sabia disso, e que este fato – o de saber a quê veio ao mundo – o fazia bem.
Se disseres para uma pedra que sua função é a de permanecer parada e impermeável pela eternidade, conformada com o fato de que talvez – e apenas talvez – alguma chuva ou pé humano a troque de lugar, a reação será parecida. Provavelmente ela será um pouco dura, mas te dirá que já sabia disso. E que ela, assim como inúmeras outras criaturas, têm sua visível e eloquente missão. Que se sentem bem com tamanha obviedade, porque é mais seguro e sensato viver em um mundo onde as coisas fazem sentido.
Mas por que eu, tão representante da espécie, tão humana para os humanos quanto um passarinho é para os passarinhos, ainda não me conformei com a minha função? Porque a minha função é me render. E a rendição é uma piada. Suja e mal contada.
Faça o favor, “se render” não entra sequer em lista de resoluções de ano novo. Não cabe em livros de auto-ajuda, não exerce o direito da lógica. Só cai bem em contratos ingênuos de sociedade, em que um sempre dá no pé e o outro sempre dá no prejuízo.
Mas se você vier numa tarde dessas dizer que fui feita para me render, eu não vou ficar surpresa. Assim como para pedras, passarinhos, flores e nuvens, ouvir minha função depois de tantos anos soará um pouco óbvio. Mas se render é coisa para vítima de assalto. É propósito de gente sem propósito. Coisa de gente que ama sem medida, e amar sem medida é tomar xarope de cereja aos litros: bom, mas não faz bem. Rendição é assunto para fracos, para sonhadores, para os deficientes do bom e velho orgulho. É coisa de gente que ficou com um coração tão vazio, mas tão vazio, que cabe uma pessoa inteirinha ali.
E apesar dos pesares, esta é a minha função. O que me conforta por me dar um propósito, mas me judia por nunca fazer sentido. É o trabalho que eu mais sei fazer no mundo, mas que, inacreditavelmente, nunca consegui ensinar pra ninguém.
Vai ver eram pedras. Ou, sei lá, passarinhos.

TESTE

Olás
Um bom teste!

TEstetststtteteteettstststte

Thursday, October 18, 2007

TESSSTTEEE